О рождестве Иоанна Крестителя (№27, 2007)

Aquele que nasceu contra toda a expectativa de um seio murcho anuncia, pelo seu nascimento, como uma primavera, que o Messias, do qual ele preparará a vinda, iria renovar as leis da natureza humana estéril e abrir-lhe o caminho à deificação. Nesse dia começou a brilhar no mondo como o facho da luz verdadeira, como o astro anunciando o sol da justiça e como o arauto proclamando a entrada do Verbo. Escolhido desde origem para ser o precursor e baptista do Cristo Deus e Salvador, ele que foi chamado por Deus para se tornar a voz do Verbo, desligou assim a língua de seu pai, o sumo sacerdote Zacharias, a qual tinha sido fechada pela sua falta de fé, às palavras do archanjo Gabriel ao anunciar-lhe a graça concedida pelo Altissimo ao fim do opróbrio da estirilidade da piedosa e justa Isabel, sua mulher. Último dos profetas, João o Baptista que, segundo o testimunho do próprio Senhor é o maior de todos aqueles nascido de mulher, é também o primeiro apóstolo.

Irmãos, não fechemos a nossa boca ao lovarmos com fervor a sublime graça que nos é hoje aquí, concedida de celebrarmos a primeira liturgia em língua portuguesa. Mas imploremos, ao Altissimo, que ela seja a pequena semente, que regada pela nossa fé, faça brotar no seio da nossa humilde comunidade, um caudal de graças espirituais sobre os nossos irmãos lusos, que pelo baptismo, casamento ou devoção espiritual, entraram na Igreja Ortodoxa. Deixemos ao inimigo caluniador, mentiroso e invejoso e aos seus seguidores o trabalho da crítica derrotista ou mesmo herética e blasfema que desejarem fazer-nos. Pois aos espíritos demoniacos e imundos, os repreenderemos dizendo sômente, como Jesus: cala-te, e sai d’aquí! Irmãos, nós somos servos do Senhor e só ele nos pode julgar. Em paz, oremos ao Senhor.

Монах Филипп (Рибейру).

(№27, 2007)